Sindicato dos Tecnólogos
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Audccon: Quem prepara o caminho também faz parte do resultado




11/09/2026

Por: Marcos Apóstolo*

Jesus já tinha um marqueteiro Conta a história que Jesus já tinha um marqueteiro. Pois é.

Antes de qualquer apresentação, antes de qualquer milagre ser visto, alguém já estava preparando o caminho.

Quando Jesus ia para uma cidade, João Batista ia na frente. Chegava primeiro, ia para o centro da cidade e começava a anunciar: o mestre está chegando. E não era um anúncio qualquer.

Ele falava dos milagres que estavam por vir — cegos que voltariam a enxergar, paralíticos que voltariam a andar, leprosos que seriam curados. E o que acontecia?

As pessoas começavam a se reunir. Deixavam o que estavam fazendo e ficavam esperando. A expectativa já estava construída antes do mestre aparecer. Depois de algum tempo, ele chegava. Montado em uma mula. De chinelos bem simples.

Nada de pompa, nada de ostentação. Mas quando chegava, realizava os milagres. Exatamente como tinham anunciado. E o que essa história nos ensina? Primeiro: ninguém chega sozinho. Nem Jesus. Se ele precisou de alguém preparando o caminho, quem somos nós para achar que o nosso trabalho se sustenta sem ninguém?

Todo resultado grande tem alguém que preparou o terreno antes. Tem gente no bastidor, limpando o banheiro do teatro, fazendo o trabalho invisível que permite que o palco exista. Segundo: o anúncio cria a expectativa, mas a entrega sustenta a confiança.

João anunciou. Jesus entregou. Se ele tivesse chegado e não feito nada do que foi prometido, a confiança morreria ali. É igual no nosso dia a dia: adianta prometer, adianta anunciar, se a entrega não vier?

A palavra só vale quando o resultado confirma. Terceiro — e esse é o que mais me toca: a grandeza não estava na aparência. Ele chegou em uma mula, de chinelos simples. O mundo esperaria um rei com cavalo, coroa e séquito. Veio alguém humilde.

E foi exatamente ali que estava a força. Porque o valor de uma pessoa não está no que ela aparenta. Está no que ela entrega. Quando eu olho para a nossa operação, vejo essa história viva. Temos os nossos "Joãos" — aqueles que preparam o caminho, que resolvem antes, que cuidam do detalhe que ninguém vê.

E temos a nossa entrega, que precisa confirmar tudo o que prometemos ao cliente. Sem isso, não somos nada. A lição final é simples e profunda: prepare o caminho com antecedência, cumpra o que anunciou e não dependa da aparência para provar o seu valor. O palco é consequência. A entrega é o milagre

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